Depois de ficar algum tempo sem postar textos, volto a escrever. Essa pausa se deu por um motivo muito importante: a estrada estava me chamando novamente. Justamente quando rememorava essa aventura em palavras.
Seria uma coincidência? Seria um sinal para voltar para a estrada? Ou seria somente uma provação da vida?
Na medida em que escrevia o Filtro do Tempo, pensava na possibilidade de estar preenchendo um vazio dentro de mim. Da possibilidade de querer viver novamente isso. Foi quando dias depois recebi um email para fazer uma série de entrevistas. A oportunidade seria para trabalhar como fotógrafo em uma empresa de cruzeiros pelo mundo. Pra minha surpresa, passei em todas. Fiquei muito feliz com o resultado, mas desde o começo não fiquei nem um pouco ansioso com a possibilidade. No fundo eu não imaginava deixar meu trabalho por aqui e embarcar num navio para fazer fotos de turistas. Por mais espírito aventureiro que tenha, eu decidi não assinar o contrato.
Se fosse pra resumir em uma frase a minha viagem de andarilho, seria: sempre estar consciente de mim e de minhas escolhas.
Aprendi, de uma maneira simples, que o tempo não é passado, presente e futuro. O tempo é o presente. Este exato momento. O passado e o futuro estão somente na nossa cabeça. O movimento de ir para o passado e para o futuro só existe em nossa mente. Buscar momentos passados felizes e criar cenários de felicidades são ilusões que nós muitas vezes acreditamos.
Acho que o objetivo do Filtro do Tempo é de retribuir ao universo tudo o que me foi revelado e também criar, cada vez mais, consciência do agora.
O tempo é o agora. E agora dou muito valor para tudo que construí desde que voltei dessa aventura. Acho que não estou precisando estar longe para valorizar o que está perto.
FILTRO = reter impurezas.
TEMPO = momento presente.
Então, como não voltarei nesse momento para a estrada, continuarei postando textos aqui nesse novo espaço.
Meu velho! Tuas palavras fazem com que meu pensamento se renove sempre. Volto a pensar em mim sempre que entro aqui. Grande abraço
ResponderExcluirAndré, tudo certo? Sou o Marcos, irmão da Renata Mantovani.
ResponderExcluirCara, li um pouco o teu blog e gostei.
O filme “Na natureza selvagem” também mexeu muito comigo, tanto que li o livro. Veja bem: o andarilho “Alexander Supertramp” era um cara deveras culto, e 3 escritores o influenciaram: Tolstoi, Thoreau e [principalmente] Jack London. Eu gosto muito de Jack London e te indico aqui 2 livros do cara: “A estrada” [que descreve a adolescência andarilha do próprio Jack], e “O chamado da floresta” [livro que deveria seria obrigatório no colégio!].
Abraço!
Marcos