Muitas não sabem que um dia resolvi fazer uma viagem. Uma viagem pra “dentro de mim”. Pra me conhecer melhor. E então resolvi que precisava viajar também pra “fora”. Pra me colocar à prova de algumas coisas que pensava. Foi aí que acabei fazendo um mochilão bem diferente do que havia feito em minha vida. Resolvi virar um andarilho.
Hoje resolvi escrever um pouco sobre essa experiência, que acabou mudando toda minha vida. Mudou o meu mundo. Aquele André que saiu em um dia cinzento no dia 20 de setembro de 2006 nunca mais voltou.
Falo pra algumas pessoas que conhecem a história de que minha sorte foi ver o filme Into The Wild (Na Natureza Selvagem) somente algum tempo depois de ter retornado pra casa. Pois se tivesse visto antes, talvez essa viagem ainda estivesse acontecendo.
Tenho muita coisa escrita em uma espécie de diário que fiz. Como eram meus dias. Onde acordava. Lugares que percorria. Pessoas que conhecia. Mas, principalmente, descrevo nele como meu mundo mudava.
Nunca mostrei isso pra alguém. Isso ficou fechado na minha gaveta da mesa do escritório. Algumas vezes ia procurar alguma coisa nessa gaveta e o via. Algumas vezes lembrava de algo e o procurava para passar os olhos em algumas páginas. Às vezes não vivia um bom momento e recorria a ele como um livro de autoajuda. Ele se tornou uma ponte para a minha consciência ficar desperta.
Tenho também muitas imagens que fiz durante metade de minha viagem. Levei uma câmera compacta comigo, onde registrei alguns momentos com fotos e com pequenos vídeos. Foram praticamente quase 4 meses de registros, antes de não ter mais vontade de registrar o que acontecia. Gastei alguns cartões de memória nesse tempo e perdi alguns também. Mas, o que mais importava pra mim era escrever.
Então criei coragem e resolvi partilhar um pouco disso aqui no blog. Não tenho a pretensão de que isso seja lido. Pra mim, compartilhar isso pro mundo já é o bastante. Farei isso na medida do tempo e, junto, postarei algumas imagens e, quem sabe, os vídeos que já estão postados no Youtube.
Como não tenho o dom da palavra, pedi ajuda para minha amiga jornalista, Cíntia Hecher, me ajudar com esses pequenos textos. Resumos do meu diário e pequenas memórias que tenho, mas com a minha visão de hoje. Através do Filtro do Tempo.

Eu realmente adoro os teus textos. Leio cada postagem repetidas vezes.
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